dyn Trait
Além de usar traits para despacho estático via genéricos, o Rust também suporta usá-los para despacho dinâmico, apagamento de tipo, via objetos de trait:
struct Dog {
name: String,
age: i8,
}
struct Cat {
lives: i8,
}
trait Pet {
fn talk(&self) -> String;
}
impl Pet for Dog {
fn talk(&self) -> String {
format!("Auau, meu nome é {}", self.name)
}
}
impl Pet for Cat {
fn talk(&self) -> String {
String::from("Miau!")
}
}
// Usa genéricos e despacho estático.
fn generic(pet: &impl Pet) {
println!("Olá, quem é você? {}", pet.talk());
}
// Usa apagamento de tipo e despacho dinâmico.
fn dynamic(pet: &dyn Pet) {
println!("Olá, quem é você? {}", pet.talk());
}
fn main() {
let cat = Cat { lives: 9 };
let dog = Dog { name: String::from("Bidu"), age: 5 };
generic(&cat);
generic(&dog);
dynamic(&cat);
dynamic(&dog);
}
-
Os genéricos, incluindo
impl Trait, usam a monomorfização para criar uma instância especializada da função para cada tipo diferente com o qual o genérico é instanciado. Isso significa que chamar um método de trait de dentro de uma função genérica ainda usa despacho estático, pois o compilador tem todas as informações de tipo e pode resolver qual tipo de implementação do trait ele deverá utilizar. -
Quando se usa
dyn Trait, ele usa despacho dinâmico através de uma tabela de métodos virtuais (vtable). Isso significa que há uma única versão defn dynamicque é usada independentemente do tipo dePetque é passado. -
Quando se usa
dyn Trait, o objeto de trait precisa estar atrás de algum tipo de indireção. Neste caso, é uma referência, embora tipos de ponteiro inteligente (smart comoBoxtambém possam ser usados (isso será demonstrado no dia 3). -
Em tempo de execução, um
&dyn Peté representado como um “ponteiro gordo”, ou seja, um par de dois ponteiros: Um ponteiro aponta para o objeto concreto que implementaPet, e o outro aponta para a tabela de métodos virtuais para a implementação do trait para esse tipo. Ao chamar o métodotalkem&dyn Pet, o compilador procura o ponteiro de função paratalkna tabela de métodos virtuais e então invoca a função, passando o ponteiro para oDogouCatpara essa função. O compilador não precisa saber o tipo concreto doPetpara fazer isso. -
Um
dyn Traité considerado “apagado de tipo”, porque não temos mais conhecimento em tempo de compilação sobre qual é o tipo concreto.